ANA ROSA (1): Um par de asas abertas sobre os moradores

É o desenho do bairro quando visto de cima; a espinha é formada pelas duas pistas da avenida que começa no Jardim Tupi e repousa na margem de uma rodovia estadual

O bairro é um enorme par de asas abertas quando visto de cima. O meio, do ponto de vista vertical, é a longa Avenida Antônio Raminelli, que começa após o acesso à região, pelo centro, na Rua Xavantes, de pista única e duas mãos.

Chamam o lugar de Ana Rosa e para o morador local isso é o bastante para identificá-lo. Nas páginas da internet é possível chegar ali digitando Jardim Ana Rosa ou Parque Residencial Ana Rosa.

As asas que formam o bairro comportam 30 ou pouco mais ruas na horizontal, desde que sejam consideradas algumas transversais, diferentemente desenhadas. A maioria das ruas vão de um lado a outro, atravessando a avenida principal.

Em suas laterais, na vertical, existem nos dois lados outras três avenidas, mais curtas e algumas definidamente locais. Além delas, cinco ruas compridas, três de meia extensão e três de apenas um quarteirão.

A avenida principal é predominantemente comercial na parte que ela atravessa o Ana Rosa. Há moradias, mas elas estão nos sobrados em cima das lojas. A Antônio Raminella, porém, mistura no seu começo, quando ainda margeia o Jardim Tupi, logo após a Rua Xavantes, muitas casas com quintais. A avenida também faz contorno de um lado para o Conjunto Cambé 4. Em um pequeno trecho inicial quase encosta com a linha férrea, mas o seu grande encontro final é com uma rodovia, a Celso Garcia Cid ou PR-445.

Há quem diga que o Ana Rosa já constou num levantamento como o maior bairro do Paraná em habitantes. Na há como localizar documentos que confirmem a informação, que é acrescentada: são cerca de 20 mil moradores no local. Cabe lembrar que a população estimada de Cambé em 2017, de acordo com o IBGE, é de 105 mil habitantes.

Dentre os moradores que apostam na veracidade da informação, logo adiante, com comércio na Antônio Raminelli e a frente do estabelecimento voltada para a Rua Stefano Paranzini, onde começa o Ana Rosa, está no balcão José Carlos Camargo.

Os pais dele, Seu Manoel, com 86 anos, e Dona Maria, com 84, entraram com os quatro filhos na região em 1975, com moradia e comércio no Jardim Tupi, onde ainda residem. Quando a família chegou o Ana Rosa, segundo José, era só lavouras de café. Só o Tupi e o Jardim Santa Isabel existiam.

José Carlos Camargo nasceu em 17 de dezembro de 1962, em Ibiporã. Chegou a Cambé quando tinha três meses de idade. É casado com Cleide e pai de Daniela, uma veterinária. Ele é do ramo de rações. Na política, como vereador no quarto mandato, é conhecido como Zezinho da Ração.

Ele avalia que o bairro deve crescer para os lados, aproveitando o percurso ao Parque Industrial e exigindo uma nova avenida naquele rumo. Zezinho diz que os atrasos nessa tendência são frutos da falta de investimento público no passado. O comércio, insistentemente, repete que uma agência bancária faz muita falta.

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