ANP quer saber se existe petróleo em Cambé

Caminhões com até 30 toneladas de equipamentos passaram pela comunidade do Caramuru realizando uma pesquisa encomendada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que está sendo feita pela empresa Global Serviços Geofísicos em 177 municípios paranaenses, em busca de informações sobre o subsolo, onde é possível que exista petróleo.

A ANP assegurou aos moradores da região que esse trabalho não causa nenhum tipo de dano à infraestrutura dos locais onde é realizado, como também ao meio ambiente.

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Essa pesquisa sísmica utiliza caminhões que emitem vibrações (ondas sonoras) em pontos pré-determinados ao longo das rodovias envolvidas na locação do projeto. Essas ondas atravessam as rochas que ocorrem em subsuperfície, são refletidas e retornam para a superfície, onde são registradas em equipamentos específicos, denominados geofones. A partir do tempo de viagem das ondas sonoras e posterior tratamento dos dados, são geradas imagens do subsolo. Nessas imagens é possível identificar e rastrear as camadas rochosas que ocorrem em subsuperfície. A pesquisa possibilita avaliar se a configuração é ou não adequada para a geração e acumulação de petróleo ou de gás natural.

Os dados obtidos serão inteiramente públicos e, após a conclusão do projeto, estarão disponíveis para consulta no BDEP (Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP).

A Bacia Sedimentar do Paraná possui inúmeros indícios da ocorrência de petróleo e gás natural, mas ainda não possui campos produtores. Por isso, essa pesquisa tem por objetivo aumentar o conhecimento geológico e sobre o potencial petrolífero dessa grande bacia sedimentar. Importante registrar que o estudo da ANP é regional e pesquisas mais detalhadas são necessárias para identificar possíveis acumulações de petróleo, pois a sísmica é um método indireto de pesquisa. Somente com a perfuração de poços é que se pode comprovar a presença de petróleo.

 

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