BALANÇOS: controladoria e contabilidade da Prefeitura de Cambé acertam as contas e fazem previsões otimistas

A menos de um mês do fechamento das contas de 2017 e da elaboração do balanço para conferir a situação do Município em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal, os departamentos de Controladoria e de Contabilidade da Prefeitura de Cambé começam a respirar com relativo alívio diante da possibilidade de resultados otimistas.

Esta semana, o Jornal Nossa Cidade conversou com o controlador do Município, Vilson Rico, e com o contador Eduardo Pívaro. A Redação teve também acesso a um levantamento da Secretaria Municipal de Comunicação, com a situação de Cambé desde 2012.

Nele, os números do segundo quadrimestre de cada ano são de que, em 2012, a despesa do Município foi de 45% em relação à receita. Em 2013, Cambé gastou metade da receita em despesas com o pessoal. Em 2014, os gastos com a folha de pagamento subiram um ponto percentual, fechando em 51%. Em 2015, o índice voltou a ser abaixo da metade, fechando em 48%.

Mas em 2016 o fechamento foi em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal: 57%. E se nada houvesse sido feito, conforme afirmam os a técnicos da Controladoria e da Contabilidade, 2017 novamente correria o risco de desacordo, com o índice de até 56%.

O levantamento também informa sobre a evolução das receitas e das despesas nestes anos, de acordo com o Índice de Preços do Consumidor (IPCA), que mede a inflação. Em 2012 não houve crescimento de receita e de despesa com pessoal, diante do IPCA de 5,24%. Em 2013, com IPCA de 6,09%, a receita subiu apenas 8,7% para uma despesa que se agigantou subindo 21,4%.

Em 2014, a receita subiu 2,23% e a despesa evoluiu 2,40%, com IPCA de 6,51%. Em 2016, a receita cresceu 11,2% e a despesa cresceu 5,5%, diante do IPCA de 9,52% Em 2016, a receita cresceu apenas 7,9% diante do crescimento da despesa de 26,1%, quando o IPCA no período foi de 8,97%. Agora em 2017, até o atual período, a receita cresce 5,1% e a despesa cresce 4,7%, com o IPCA em 2,46%.

O controlador Vilson Rico e o contador Eduardo Pívaro afirmam que desde o início da gestão do prefeito José do Carmo Garcia, em janeiro desde ano, foi traçada a meta de cumprir, a todo o custo, a Lei de Responsabilidade Fiscal. As previsões de ambos são de que os gastos com a folha de pagamento fechem com índice de 52%.

Para atingir a meta, uma das ações desencadeadas foi a redução dos cargos comissionados, que custam além dos salários os encargos trabalhistas e as férias, entre outros. A arrecadação municipal, por outro lado, representa pouco em termos de receita. Por isso, a estratégia para cumprir a legislação depende essencialmente da redução dos custos. “As receitas próprias nossas significam pouco”, afirmam Vilson Rico e Eduardo Pívaro.

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