Crise reduziu obras no Cemitério Municipal de Cambé

Profissionais parceiros dizem que muitos túmulos receberam apenas uma boa lavagem este ano e serviços como o de pintura foram feitos pelas próprias famílias.

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A uma semana do Dia de Finados, os parceiros João Pedro Tomaz e Manoel de Souza (foto) trabalhavam na restauração de um túmulo no Cemitério Municipal Pe. Symphoriano Kopf, em Cambé, sem a expectativa de conseguirem outros serviços no local.

Por sorte, a obra contratada pela dupla incluiu, além de serviços básicos de reparo, a troca de todo o revestimento. João Pedro e Manoel faziam parte de um grupo reduzido de profissionais com obras no cemitério. Ao contrário de anos anteriores, quando as vésperas do Dia de Finados pedreiros e serventes, com suas carriolas de massa e materiais, se trombavam nas ruas do Symphoriano Kopf.

João Pedro e Manoel dizem que este ano a maioria das famílias com túmulos no cemitério se limitou a fazer uma boa limpeza nos locais onde os antepassados estão enterrados. “Nós vimos, no lugar dos pedreiros concorrentes, muito mais pessoas com baldes e vassouras. Famílias inteiras vieram para a limpeza dos túmulos”.

Os profissionais observaram também que algumas dessas famílias fizeram pequenas obras e pinturas por conta própria. “É por causa da crise. O pessoal resolveu economizar mesmo”, acrescentaram. O prazo para obras no Cemitério Municipal foi encerrado na sexta-feira, dia 27.

Manoel de Souza, um dos parceiros, está para fazer aniversário. Ele nasceu no dia 15 de novembro de 1965, em Cambé. Bem humorado, diz que não é casado mas está ajuntado. Ele tem dois filhos.

João Pedro Tomaz também é aniversariante de novembro. Ela nasceu no dia 29 de 1963, em Jataizinho. Mora em Cambé há 30 anos. Antes, passou por outra cidade paranaense, onde enfrentou uma situação dramática.

Chovia naquele dia de 1968 e a terra estava escorregadia. A gordura fervia no balde e o menino João Pedro escorregou. Caiu dentro do balde. Os pais trouxeram a criança para Cambé, onde João Pedro recebeu atendimento do Doutor Leopoldino.

Mesmo com queimaduras graves o menino conseguiu se recuperar. Em 1969 a família mudou-se definitivamente para Cambé. Mas deixou a cidade em 1975 e retornou em 1986. Hoje João Pedro é casado com Aparecida e tem uma filha casada e um filho solteiro. “Eu vivi de novo”, diz.

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