interAÇÃO: Círculo vicioso do poder gira desde anos atrás

Tese de mestrado defendida em 1994 por filósofo londrinense mostra que a corrupção no Brasil é herança ruim do que se fazia no Reino Português e depois no Brasil Colônia

Zancanaro (1)

Capítulos do livro “A Corrupção Político-Administrativa no Brasil”, do professor de Filosofia Antonio Frederico Zancanaro, de Londrina, podem ser lidos como se fossem a descrição do que ocorre atualmente no País.

A obra foi publicada em 1994. Zancanaro era professor da Universidade Estadual de Londrina. Ele é mestre em Pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho, do Estado do Rio de Janeiro.

Esta semana, devido ao agravamento das questões relacionadas à corrupção no Brasil, envolvendo além de parlamentares um presidente da República, governadores, ex-governadores, dois ex-presidentes e pessoas do judiciário, o JNC fez novo contato com o professor, que há duas edições foi tema de reportagem neste jornal.

Dentre as ocorrências mencionadas na obra relacionadas ao Reino Português e depois ao Brasil Colônia, destaca-se uma que tem como palco o Brasil República e envolveu a Câmara dos Deputados o Senado e o Executivo.

Trata-se da polêmica intervenção dos políticos no abaixo-assinado de cerca de dois milhões de brasileiros pedindo a aprovação de uma lei anticorrupção forte e de resultados.

Na parte que trata do Estado Português, um trecho da obra diz: “Expediente marcadamente patrimonialista de que os soberanos lusos se serviram, foi a implementação de um modelo jurídico nitidamente arbitrário e casuísta. A ordem legal era colocada a serviço do seu arbítrio pessoal. Criavam leis para atender a todas as esferas de necessidades humanas e sociais. Alteravam arbitrariamente os resultados de julgamentos, segundo as circunstâncias, interesses e necessidades de cada caso e de cada momento histórico. O direito estava a serviço do Estado Patrimonial”.

No Brasil Colônia, diz a obra: “Reproduziram-se na Colônia os mesmo padrões éticos em vigor no Reino. A mentalidade que perpassava as instituições públicas em nada diferia daquela que vigia na Metrópole. Na política, na administração, na formulação e interpretação do Direito, em todos os níveis da vida social, a regra mostrava-se extremamente frágil e o respeito à lei, praticamente nulo”.

(VÍDEO)

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