Maioria ignora direito de testes na bomba, alerta empresário cambeense

Resolução número 9 da Agência Nacional do Petróleo determina realização do teste de vazão (quantidade) e do teste de proveta (qualidade) caso o consumidor exija.

AGUINALDO (1)

Desconfie quando a gasolina e o álcool estão com preços abaixo da média do mercado. O consumidor pode pagar pouco por um produto de má qualidade ou por combustível que passa na bomba com quantidade adulterada. E podem ocorrer as duas irregularidades ao mesmo tempo.

O alerta é do empresário Aguinaldo Campi, de Cambé, proprietário de posto de abastecimento localizado na Avenida Brasil. Ele atende seus fregueses com combustível de bandeira consagrada. A margem de lucro é de acordo com a recomendação da distribuidora para todos os estabelecimentos com a mesma bandeira. Caso Aguinaldo decida fazer concorrência diminuindo o preço do seu produto, fatalmente terá que tirar do próprio bolso para pagar fornecedores, empregados, impostos, taxas e demais despesas.

O empresário, no entanto, cotidianamente faz para si próprio a pergunta: como alguns concorrentes conseguem vender, no varejo, por um preço muito menor do que ele paga ao distribuidor? Com oito anos no ramo, Aguinaldo supõe que a promoção não é resultado de um desespero de causa.

Dentre as opções que restam, de acordo com Aguinaldo, uma é o da oferta de combustível sem bandeira e de má qualidade. Pode ocorrer também de, além da baixa qualidade do fornecedor avulso, haver mistura no momento em que os tanques estão sendo completados no posto de combustível. No caso da gasolina, mais álcool e até mais água passarão a ser vendidos aos motoristas que encherem seus veículos no estabelecimento fraudador.

Junto com estas duas irregularidade pode haver, ainda e simultaneamente, a adulteração do mecanismo que calibra o litro de álcool ou gasolina na bomba. Pela legislação em vigor, a calibragem deve ser praticamente exata, em cima dos 1.000 mililitros. A tolerância é mínima tanto para mais e principalmente para menos.

De acordo com a Resolução Número 9 da ANP (Agência Nacional do Petróleo), todos os postos de abastecimento devem realizar, na hora, os testes de vazão (quantidade) e de proveta (qualidade) quando solicitados pelo consumidor.

A legislação determina que os postos disponham de dois conjuntos de testes no estabelecimento, um em local de fácil acesso e outro guardado como reserva. Os frentistas devem ser treinados para realizar os testes.

O teste de quantidade pode ser feito com medidor de um litro ou com medidor de 20 litros. No teste de qualidade devem ser colocados na proveta 50% de gasolina e 50% de água sem cloro. A água se mistura ao etanol e no marcador da proveta poderá ser observado que a quantidade de gasolina atinge 73% e a quantidade de etanol 27%.

Exames mais complexos, como a do tipo de gasolina que é entregue pelo distribuidor aos postos, só podem ser feitos em laboratórios. O Procon deve ser comunicado caso o consumidor não tenha atendido a solicitação de testes rápidos, feitos na bomba.

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