NA BATALHA: Cambeense, ex-servidor público trabalha como vendedor ambulante e sabe fazer propaganda do seu produto

Mandioca (1)

Os moradores dos bairros lá de cima lateados pela Rua Curitiba já acostumaram com o anúncio de Francisco de Souza, 58 anos. Ele grita repetidamente para oferecer a mandioquinha descascada que vende em sacos plásticos de um quilo.

O seu meio de transporte é um carrinho de feira, desses de duas rodas, vendidos em supermercados ou lojas afins. O combustível é a sua vontade de descer ruas, subir outras e vender o produto anunciado, além de um par de chinelos.

Francisco mora no Jardim Tupi, bairro onde ele nasceu num dia 29 do mês de novembro. Há 18 meses está na labuta como vendedor ambulante de mandioca. Por 29 anos trabalhou como servidor municipal. Diz que está encostado.

O carrinho está lotado até a boca lá pelas nove e meia da manhã. Francisco garante que até às doze horas estará vazio. O produto ele busca no sítio. “Não é desses que vendem congelado. É fresquinho”.

Quando feito fritura, garante Francisco que o resultado é crocante, douradinho por fora e macio por dentro. O sabor, conforme o vendedor, também é muito melhor quando o produto é fresquinho. Se feito como ensopado, mesmo com tempero fraco não há quem não goste.

Francisco mora perto da casa onde nasceu, há 58 anos. Ela fica na Rua Tupiniquim. Ele é filho de pai pernambucano e mãe mineira. O pai se chamava Isidoro. A mãe era a Ana.

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