Padre Lino usa palavras e gestos para falar da fé

Ele nasceu no Ceará e veio ao Paraná quando a família decidiu fugir da seca; aqui pensou ser jornalista, mas a fé o levou ao seminário.

padre lino

José Lino Reinaldo Oliveira é daquelas pessoas que, sem esforço, conseguem mostrar muita dedicação e amor naquilo que fazem. Ele é pároco da Igreja Matriz Santo Antônio, de Cambé, mas já foi visto em missa transmitida pela internet por católicos da região de Londrina.

No início desde ano, padre Lino celebrou missa dominical das 8 horas na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Londrina. Ali e naquele horário, os fiéis são pessoas mais adultas. Crianças e adolescentes, quando muito, estão acompanhando os pais.
O silencio que se fez na paróquia do início da celebração até o encerramento não foi devido a presença de um padre novo presidindo a cerimônia. O que aconteceu, conforme manifestaram alguns fiéis na saída, foi um estado de compenetração tão profundo, levando a maioria dos presentes a não somente ouvir o padre, mas sentir suas palavras.

Gestos e posturas, como a de sentar nos degraus a frente do altar durante a homilia, para tratar de um assunto importante, tiraram o peso do ritual religioso e transformaram a mensagem em um tema de reflexão, disse uma senhora que participa das missas aos domingos e naquele horário.

Padre Lino nasceu no dia 28 de setembro de 1969 em Massapê, no Ceará. Filho de Antônio Oliveira, já falecido, e de dona Margarida, veio ainda criança para Curitiba. José Lino estava com 8 anos de idade quando a família decidiu fugir da seca.

É padre há 17 anos e há dois anos e quatro meses está em Cambé. Foi ordenado em 27 de maio de 2000 e já atuou na Região Metropolitana de Curitiba, Martinópolis, Ribeirão Claro, Cornélio Procópio e outras localidades.

Sobre a espontaneidade na comunicação, Padre Lino confessa que em certo momento da vida havia pensado em ser jornalista. “Tive o sonho antes de ser padre de ser jornalista”, confirma. Ele chegou a fazer vestibular para o curso de Comunicação Social, Habilitação em Jornalismo, e foi aprovado. Só não prosseguiu porque o apelo religioso o levou para o seminário.

Sobre a comunicação através das palavras, dos gestos e das posturas de quem comunica, Padre Lino diz que alguns símbolos estão enraizados na vida das pessoas. E explica que, de acordo com a psicologia, com as palavras nem sempre se diz o que se fala.

Na avaliação mais polêmica, ele comenta sobre a mídia do estrelato, quando religiosos decidem virar artistas. É algo que ele compara a uma grande quantidade de pólvora que queima no ar e se acaba em instante.

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