PERFIL: Dilma e Olívio fazem arte que dá gosto ver

Ela é recicladora e tem a ajuda do esposo para produzir peças com o reaproveitamento de materiais que seriam descartados.

É uma casa com a parte da frente do quintal enfeitada com plantas e criatividade. Quatro pneus descartados poderiam ter sido depositados em áreas públicas onde a fiscalização é precária. Mas, naquele quintal, eles foram pintados de branco e rosa.

Colocados um sobre o outro, formam a bancada de um poço de puxar água. Em cima, a manivela com corda para subir ou descer o balde e a pequena cobertura para quem, na casa, é o responsável em abastecer a cozinha com o precioso líquido. Toda a estrutura é rodeada por plantas.

A dona da arte é Dilma Rodrigues Alves da Silva, mineira nascida em 18 de abril de 1958, na cidade de Grão Mogol. Ela veio ao Paraná quando tinha dois anos. A família fixou moradia no município de Santa Bárbara. Em Cambé Dilma chegou quando tinha 13 anos.

Casada com Olívio Alves da Silva, cidadão nascido em Rinópolis, São Paulo, no dia 17 de maio de 1956, Dilma e esposo são pais de três filhas. Já são duas netas na família. Aliás, é parte da história de ambos o local onde os dois começaram a namorar.

Quando tinha quatro anos a família de Olívio veio ao Paraná e morou no Distrito de Guaravera, em Londrina. Olívio mudou-se para Cambé aos 17 anos. Ele recorda que havia, na época, somente dezesseis casas no Jardim Tupi, onde a família mora até hoje.

No centro da cidade, a opção das noites de sábados e domingos era a fonte luminosa da Praça Getúlio Vargas. Foi ali que Olívio conheceu Dilma. O casal lembra do chamado footing, o movimento de sobe e desce que as pessoas faziam da fonte luminosa até a Praça da Igreja Matriz.

Daquele namoro nasceu uma relação de amor, amizade, companheirismo e troca de solidariedade. Tudo isso funciona até hoje. Dilma e Olívio são religiosos, envolvidos nas Santas Missões Populares da Paróquia São Camilo de Lélis, do Tupi. Também participam das ações da associação de moradores.

E, juntos, trabalham em casa com artesanato. Dilma é uma recicladora e transforma tudo o que poderia ser jogado em arte. Olívio aprendeu a reciclar com ela.

Ele está aposentado, mas a renda que recebe é pouca e necessita de reforço. Um faz tudo, Olívio encara qualquer serviço e garante que não é de rejeitar oferta. Dilma produz bastante. Sua arte pode ser comprada por pessoas que valorizam o que é belo, principalmente quando percebem que a peça foi produzida com capricho e, principalmente, zelo para com a natureza.

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