Quarenta anos no balcão do “9 de julho”

Henrique veio a Cambé em 1977 e com o sócio Ari comprou o bar que pertencia a Zico; tem freguês que freqüentava o estabelecimento desde antes disso.

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Há 40 anos, praticamente todos os dias e, seguidamente, Henrique Nadir Lúcio enche o copo no balcão do bar. Mas não é para ele. Henrique é o dono do Bar 9 de Julho, na Avenida Brasil, em Cambé. O estabelecimento fica numa das pontas do Calçadão Central e de dentro a visão mais reconfortante é a da Paróquia Santo Antônio, logo em frente.

Henrique, que nasceu em 1º de setembro de 1945, em Taquaritinga, Estado de São Paulo, veio para Cambé no ano de 1977. Tinha experiência de onde veio de trabalhar com vendas numa casa de secos e molhados. Por isso comprou o bar, que pertencia, segundo um dos fregueses tradicionais, o José Serpeloni (foto abaixo), ao Zico Cataneo.

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Casado com Maria Adair Lúcio, Henrique tem duas filhas e três netos. No começo ele mantinha o estabelecimento de sociedade com Ari Matioli, já falecido. Com a perda do sócio-parente contratou um ajudante, o Arnaldo Aparecido Dias.

O bar já existia quando os sócios o compraram. Roberto Conceição era o prefeito de Cambé. O passeio dos namorados no percurso entre a Praça Getúlio Vargas e o Caramanchão da Igreja Matriz já havia acabado naquela época. Mas ao redor da Paróquia o movimento nos finais de semana ainda era intenso. Na verdade, o Caramanchão havia se tornado ponto de encontro. O Calçadão não existia e a Avenida Brasil se estendia.

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Não só nos fundos do Bar 9 de Julho, mas também de outros que eram famosos, cafeicultores do município se reuniam. O período era de prosperidade, embora em 1975 a geada tenha acabado com as lavouras. Mas antes da chegada de Henrique as noitadas nos fins de semana eram promissoras. Bebidas importadas eram abertas uma atrás da outra.
Passado tanto tempo, se hoje alguns fregueses tradicionais não aparecem no bar as ausências deixam Henrique preocupado. É o caso do José Serpeloni, que de tanta intimidade fica do lado de dentro do balcão. Ele nasceu no dia 26 de março de 1949, em Rolândia e veio para Cambé em 1967.

Casado com dona Delfina Amadeu, o casal tem filhos e neto. O Leonardo, aliás, hoje com nove anos de idade, segundo Serpeloni gatinhava no bar do Henrique. Mas há muitos outros fregueses do Bar 9 de Julho que ainda hoje freqüentam quase que diariamente o estabelecimento.

Fregueses que, de instante, Henrique e José Serpeloni lembram os nomes de alguns e que desculpem os que ficam de fora: José Carlos Garcia, Pedro Guizilini, João Barison, Valter Morelo, Daniel Sapateiro, Chico Scheller, José Scheller, Muller Moreschi, Fernando Diamantino, Willian Japonês, Irineu Viegas, Valdecir Viegas José e Marcos Tabaquini e chega, pois o balcão está cheio.

Duas paredes estão praticamente tomadas por pôster do Corinthians campeão. Inclusive o do título paulista de 1914.

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