Tem gente desovando entulhos no Jardim Tupi

Moradores próximos percebem a chegada dos sujões tarde da noite e começo da madrugada;
no local, o muro dos fundos da escola municipal está abaulado.

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Seu José, aposentado, não tem dormido direito nos últimos dias. O problema não é saúde. Morador da Rua Aimorés, no Jardim Tupi, ele está, sim, incomodado com os movimentos noturnos na calçada do muro de fundos da Escola Municipal José de Anchieta.

São pessoas de outras localidades, segundo ele e a esposa, desovando entulhos na calçada tarde da noite ou início da madrugada. Em uma das ocasiões, na semana passada, José abriu uma pequena fresta da janela e gritou. A esposa dele se preocupa, pois não sabe que tipo de gente é aquela que emporcalha a calçada do outro lado da rua com sujeira.

Dona Alice, que mora quase em frente de um dos pontos da calçada ocupada pelos entulhos, aproveita para reclamar que os lixo deixados pelos próprios moradores para serem coletados tem permanecido por dias nas calçadas.
Há, inclusive, sobras de construção que a coleta não pode levar. Mas parte dos moradores, sem recursos para providenciar o descarte adequado, deixa os restos, ensacados, em suas calçadas. Na calçada vizinha de dona Alice um desses lixos, em dois sacos, é mantido há mais de dois meses.

O filho de dona Alice, que trabalha como entregador de gás, apontas um problema mais sério: “O muro dos fundos da escola vai cair em cima de alguém”. A estrutura, com longa extensão, está abaulada tanto no sentido vertical quanto no horizontal.

A deformação é visível a quem passa. Os tijolos seguem formando curvas que em alguns pontos são acentuados. A calçada é a mesma ocupada pelo lixo deixado à noite e de madrugada.

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A Associação de Moradores do Jardim Tupi deve propor parceria à administração municipal para resolver o problema do lixo no bairro. Segundo a presidente da entidade, Inês Belanson, na maioria das ruas os próprios moradores deixam materiais descartados que não podem recolhidos pelos caminhões da coleta de lixo orgânico. São restos de construção, galhadas e móveis. Como parte da população não tem como providenciar o descarte adequado por conta própria, a sujeira é mantida nas calçadas por longo período. Algumas calçadas são intransitáveis. Praças públicas também são usadas como pontos de descarte e queimadas. Além disso, algumas árvores são podadas pelos próprios moradores e os galhos e as folhas são queimados nos terrenos baldios. Um dos locais públicos ocupado pela sujeira é a Pracinha da Horta, o redondo que teve o seu meio afundado, como uma espécie de caixa de retenção. Mas, na estiagem, é a sujeira que ocupa a área. A médio e a longo prazo a proposta da entidade é a conscientização da comunidade. Mas, a curto prazo, a associação não vê alternativa senão a participação do poder público para uma varredura no bairro. Dona Etelvina, enquanto sobe a Rua Tamoios, reclama que a sujeira no bairro é problema antigo. Ali também as pessoas não podem andar nas calçadas por causa dos elevados degraus construídos pelos próprios moradores.

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