Um porto seguro chamado Colônia Lorena no PR

Vinte e quatro anos após a chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos, o imigrante Koji Yoshikawa e sua família abriram a localidade rural que hoje pertence a Cambé aos novos colonizadores de olhos puxados vindos das lavouras de café do interior de São Paulo

A comunidade nipo-brasileira comemorou no último dia 18 os 109 anos da imigração japonesa no Brasil. A data é marcada pela chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos, em 1908, após 52 dias de viagem a partir do Porto de Kobe. Vieram 165 famílias, totalizando 781 pessoas. Os japoneses foram trabalhar nas lavouras de café do Oeste paulista.

Em Cambé, os nipo-brasileiros comemoram este ano os 85 anos da chegada dos imigrantes japoneses. De acordo com revista publicada pela Associação Cultural e Esportiva de Cambé (Acec) em janeiro de 1998, a primeira família a formar propriedade na Colônia Lorena, que na época pertencia ao Município de Londrina, foi a de Koji Yoshikawa.

“O saudoso Koji Yoshikawa era natural do Japão (Totori-Kem), nascido em 5 de julho de 1890. Filho de Suikiti e Kissi Yoshikawa. Chegou ao Brasil no dia 1º de setembro de 1927, com a esposa Taki e os filhos Fumiko, Tsuruno e Yukimassa. A família trabalhou na cafeicultura no município paulista de Cafelândia até 1932, quando veio para a Colônia Lorena. Koji foi o primeiro a formar sua propriedade e apoiar os demais moradores que chegaram. Cidadão prestativo, honesto e trabalhador, Koji participou da construção da escola, do clube japonês e da Igreja”, informa texto publicado na edição especial da revista.

No dia 11 de setembro de 1967, Koji Yoshikawa foi homenageado (in memorian) pela Prefeitura e Câmara Municipal de Cambé pelos relevantes serviços prestados ao desevolvimento. Koji faleceu no dia 20 de julho de 1963. A esposa Taki faleceu no dia 2 de setembro de 1967.

A edição especial da revista da Acec é um documento histórico importante sobre a participação dos imigrantes japoneses na colonização do Município. Na época de sua publicação a entidade era presidida por Yoshio Tanji.

Em artigo de abertura da publicação, a revista informa que em 1939 “um grupo de amigos de origem japonesa passou a se reunir mensalmente para troca de informações dos assuntos mais diversos relacionados aos interesses comuns”.

Mas foi a partir de 1940 que um movimento liderado por Kinzo Takahashi e Tiyoki Wakassugui deu início a “uma espécie de associação de moradores de origem japonesa”. O movimento foi desativo no período da Segunda Guerra Mundial. Um decreto presidencial proibia reuniões de estrangeiros, principalmente de países não aliados.

As atividades retornaram nos anos de 1950, com reuniões presididas por Kazuyoshi Tanaka. Em 1956, com a denominação de Associação Cultural de Cambé, passou a ter como presidente Tiyomatsu Ishisaki. Minamoto Ando foi o segundo e Kiyoshi Onodera o terceiro presidente.

Em 1970, passou a ser denominada Associação Cultural e Esportiva de Cambé, tendo como primeiro presidente Satio Shimomura.

 

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