Vacinação contra a dengue é prorrogada até 11 de novembro

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Neste sábado, 21 de outubro, é dia de vacinação contra a dengue em 30 municípios do Paraná. Durante todo o dia, mais de 200 unidades de saúde estarão abertas para facilitar o acesso da população à vacina. Além dos postos e saúde, equipes volantes vão a shoppings, supermercados, praças e outros pontos de grande circulação de pessoas. Curitiba, 20/10/2017. Foto: Divulgação SESA

A vacinação contra a dengue no Paraná foi prorrogada até 11 de novembro nos 30 municípios que fazem parte da campanha. A medida foi tomada pela Secretaria de Estado da Saúde com base nos baixos índices de coberturas vacinais. Esta é a terceira etapa da campanha e o objetivo desta vez é vacinar quem já tomou a primeira ou a segunda dose da vacina durante a primeira ou a segunda fase.

“Mais uma vez estamos tendo baixos índices de cobertura vacinal em grande parte das cidades com a vacina. Vamos prorrogar a campanha para dar a possibilidade de mais pessoas aproveitarem essa oportunidade e se protegerem contra uma doença que pode levar ao óbito”, esclarece o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto.

O chefe do Centro estadual de Epidemiologia, João Luís Crivellaro, ressalta que a imunização só estará completa com as três doses da vacina. “Foram mais de 20 anos de pesquisas para desenvolver a vacina que proporciona proteção de 93% contra a dengue grave e reduz em 80% as internações pela doença, mas essa proteção só ocorre com o esquema vacinal de três doses completo”, diz.

Da população-alvo total do Estado, de 300 mil pessoas, apenas 45% foi vacinada. Até o momento, quase metade das cidades não chegaram a 50% do índice total de cobertura: Sarandi, Mandaguari, Foz do Iguaçu, Londrina, Cambé, Marialva, Ibiporã, Paranaguá, Santa Fé, Santa Terezinha de Itaipu, Jataizinho, Porecatu e São Miguel do Iguaçu.

Os municípios de Cruzeiro do Sul, Santa Isabel do Ivaí, São Jorge do Ivaí, Leópolis e Tapira foram os únicos a vacinarem mais que 80% do público-alvo. Maringá, Paiçandu, Sertanópolis, Assaí, Bela Vista do Paraíso, Munhoz de Mello, Iguaraçu, Cambará, São Sebastião da Amoreira, Boa Vista da Aparecida, Maripá e Itambaracá estão com índices entre 50% e 79%.

De acordo com Crivellaro, a queda nos casos de dengue faz com que a população já não tenha o mesmo cuidado. “Desde agosto até esta terça (23), por exemplo, tivemos 122 casos de dengue no Estado. Mesmo assim a população não deve descuidar. Além de tomar a vacina as pessoas também devem eliminar a água parada que poderá dar origem a criadouros do mosquito”, alerta.

As principais dúvidas sobre a vacina contra dengue

Entenda como ela funciona, quem pode tomar e onde encontrar

 A vacina contra a dengue tem se provado uma importante ferramenta de saúde pública, contribuindo de forma significativa com os esforços governamentais de controle de vetor (o mosquito transmissor), para prevenção da doença.

Trazemos 11 perguntas para esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre a vacina. Confira:

 Como funciona a vacina contra dengue?

A vacina contra a dengue é uma vacina recombinante tetravalente (para os quatro sorotipos existentes da doença – tipos 1, 2, 3 e 4), produzida com vírus vivo enfraquecido.

 Quem pode tomar esta vacina?

A vacina é indicada para pessoas de 9 a 45 anos que vivem em áreas de risco para dengue.

Quem não deve usar a vacina?

Crianças com menos de 9 anos, mulheres grávidas ou que estejam amamentando, pessoas alérgicas aos componentes da vacina e aquelas que estejam com sistema imunológico enfraquecido, como pacientes HIV positivos, indivíduos em tratamento de câncer, etc. ou que recebam orientação médica específica.

Quais os principais efeitos colaterais da vacina?

Analisando os mais de 40.000 participantes no programa de desenvolvimento clínico da vacina contra a dengue, verificou-se que os efeitos colaterais mais comuns foram dor muscular, dor no local da injeção e dor de cabeça, porém foram eventos leves e de curta duração. Além disso, o perfil de segurança da vacina foi comparável ao placebo.

A vacina é segura?

A vacina comprovou sua eficácia e segurança em 15 diferentes países em uma população de 40.000 indivíduos, sendo 29.000 vacinados. Além disso, recebeu recomendações da Organização Mundial de Saúde e de cinco sociedades médicas brasileiras: Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) e Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). A SLIPE, Sociedade Latino Americana de Infecto Pediatria, também recomenda o uso da vacina. Portanto, a vacina contra dengue tem endosso e é reconhecida nacional e internacionalmente como uma ferramenta efetiva de prevenção e combate à dengue.

Como é feito o esquema de vacinação? Quantas doses são necessárias e qual intervalo para a aplicação?

A vacina deve ser tomada em três doses, com intervalos de seis meses entre cada dose (completando um ano da primeira até a última dose).

 Quanto dias depois de tomar a vacina estarei protegido contra a dengue?

Aproximadamente 28 dias após a primeira dose a vacina já oferece proteção, mas é fundamental receber todas as três doses para garantir que a imunização seja duradoura e equilibrada para todos os sorotipos de dengue.

Se eu tomei a primeira dose, não tomei a segunda quando foi fornecida, posso tomar agora? A primeira dose ainda é válida?

Sim, a primeira dose ainda é válida e você pode tomar agora sua segunda dose. É importante entender que na terceira onda de vacinação, que acontece atualmente no Estado do Paraná, é possível se imunizar tanto com segunda quanto com terceira doses. Caso você tenha tomado apenas a primeira dose, você pode se dirigir a um dos postos de vacinação e se imunizar contra a dengue. Porém, é importante manter o intervalo de seis meses entre cada uma das três doses para que tenhamos melhores resultados.  É muito importante que você complete o esquema vacinal de três doses para garantir imunização duradoura e equilibrada para os quatro sorotipos de dengue.

A vacina protege contra Zika e Chikungunya?

Não. A vacina contra dengue não protege contra chikungunya e zika pois é constituída apenas de vírus da dengue, não possuindo estruturas do vírus Zika ou Chikungunya para gerar uma resposta imunológica. Apesar de terem em comum o Aedes aegypti como vetor de transmissão, as doenças são causadas por vírus diferentes.

Eu já tive dengue, posso me vacinar? Estarei protegido da mesma forma que uma pessoa que nunca contraiu a doença?

Sim, pode. A vacina foi aprovada tanto para pessoas que nunca tiveram dengue como para aquelas que já tiveram a doença e, inclusive, o imunizante possui eficácia superior neste grupo que já teve a doença, reduzindo em 82% os casos. Além disso, reduz os casos graves – aqueles que levam ao óbito – em 93% e os índices de hospitalizações em 81%.

Se eu estiver com dengue, posso tomar a vacina?

Não, a vacina não deve ser administrada em pessoas que estejam com alguma doença aguda, incluindo a dengue. É importante lembrar que a vacina não trata a doença, ela a previne. Com o restabelecimento da saúde, a vacinação pode ser considerada, após avaliação do médico.

(AEN)

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