Vale repetir: Parcerias poderiam reativar hospital abandonado em Cambé

O prédio do antigo Hospital Londrina, localizado na região do Castelo Branco, desativado em 1997, que pertencia ao grupo Golden Cross, foi penhorado pelo INSS, como garantia de dívidas trabalhistas do grupo. A partir daquele ano, como não havia vigilância, o prédio foi totalmente saqueado por ladrões, que levaram desde as louças e metais dos banheiros, caixas de energia, além de terem sido quebradas todas as suas paredes e pisos, para o roubo de fios de cobre e tubulações.

No local, funcionam atualmente apenas a Unidade de Saúde “24 Horas” implantada pelo ex-prefeito José do Carmo Garcia no ano de 2004 e o Centro de Especialidades Odontológicas, disponibilizado em 2005, pelo também ex-prefeito Adelino Margonar. Os dois espaços receberam nas épocas de suas implantações, reformas e melhorias que garantem até hoje uma perfeita utilização de parte do prédio.

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No total, o prédio possui nove mil metros quadrados de área construída, que além de um amplo estacionamento, oferecia 60 quartos para internamentos; alas de enfermarias; consultórios e salas de cirurgia; cozinhas; refeitório, lavanderia e outros espaços necessários para o perfeito funcionamento de um dos maiores hospitais da região naquela época. Apesar de todos os estragos sofridos pelo prédio, desde sua desativação, ainda existe toda uma estrutura que pode ser reaproveitada em caso de uma eventual reforma, que deve propiciar um custo bem menor, em relação à execução de uma nova construção, como defendem alguns profissionais do setor, apesar de não existir nenhum projeto nesse sentido.

Essa constatação foi feita em 18 de fevereiro de 2013, através de um estudo realizado pela Secretaria Municipal de Planejamento, segundo afirmou o prefeito João Pavinato, durante uma visita que fez ao local, juntamente com o ex-secretário estadual de Saúde e naquela época deputado estadual Gilberto Martin e outras autoridades.

Entre elas, o atual secretário estadual da Saúde, Michelle Caputo Neto, que acenou naquela oportunidade, para a possibilidade de uma ajuda do Governo do Estado para as reformas e aquisição de equipamentos. Caputo também sugeriu que o hospital poderia funcionar através de uma parceria entre o Município, Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Médio Paranapanema (Cismepar) e o próprio Ministério da Saúde.

O secretário até se comprometeu a destinar uma verba do Estado ainda naquele ano, já que o orçamento da secretaria seria suplementado. Caso não fosse possível, ele garantiu que a verba seria garantida no orçamento de 2014. Caputo também se ofereceu para ajudar nas negociações para a doação do terreno ao Município, após a afirmação do prefeito de que essa reivindicação se arrastava desde o ano de 2009. A Câmara Municipal já havia promovido uma audiência pública em 2011 para discutir o assunto. Depois de tudo isso, ninguém mais se posicionou sobre qualquer tipo de providências que poderia ser dada àquele local.

PRÉDIO É DO INSS, PORTANTO É PÚBLICO

Desde que o grupo Golden Cross foi obrigado a entregar o prédio do antigo Hospital Londrina como garantia para quitação de dívidas com o INSS, entende-se que o patrimônio se tornou público. Portanto, a responsabilidade em manter as estruturas passou para a responsabilidade do Governo Federal.

O que não dá para entender é que se a falta de leitos hospitalares é comum em todo o país, por que toda aquela estrutura, que estava em atividade na época, foi totalmente abandonada e só nove anos após, teve uma parte utilizada para o funcionamento de uma unidade de saúde “24 Horas”, que necessitou de uma completa reforma no espaço utilizado, sem nenhuma intransigência do órgão federal responsável, nestes últimos dez anos?

Outra questão intrigante é que se toda a construção básica do prédio pode ser aproveitada, além de não necessitar de execução de projetos de engenharia, porque alguns políticos afirmam que seria mais econômico executar outra obra? Além disso, quanto mais teria que ser gasto para a aquisição de um novo terreno, com localização estratégica semelhante?

Talvez uma união entre todos os poderes construídos do Município, a participação dos deputados que representam a região, com apoios dos governos federal e estadual, como também das demais cidades que seriam beneficiadas com o funcionamento daquele hospital, aquela estrutura poderia voltar a oferecer mais qualidade à saúde da população. Outra questão a ser analisada, é a de que o prédio poderia ser reformado e iniciar seus atendimentos em etapas, conforme os recursos fossem disponibilizados.

O que podemos afirmar, sem medo de errar, é que o projeto tem viabilidade e só depende de vontade política de nossas lideranças. O retorno das atividades de atendimento à saúde que o local pode oferecer, com certeza, será comemorado e reconhecido por todos os moradores da região do Vale do Paranapanema.

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Uma resposta para “Vale repetir: Parcerias poderiam reativar hospital abandonado em Cambé”

  1. Israel pereira disse:

    É só promover varias mobiliza ações do povo que é o maior interessado que os políticos se coçam afinal eles trabalham para nos ,lembrando que é ano politico !

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