VERDE E SOMBRA: Jurandir morre de amor por aquela praça

Empresário viu o local surgir e decidiu fazer parte das transformações que ali ocorreram em cerca de duas décadas.

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Descanso, lazer, verde, sombra, ar fresco, crianças brincando, idosos cochilando e muita paz. Isso tudo e muito mais vem logo à cabeça quando alguém se aproxima de uma praça pública.

Na Avenida Esperança existe uma com muitas árvores, grama em toda a sua extensão, ambulantes fazendo a refeição no almoço e, vez ou outra, crianças e adultos de origem indígena que deixam suas reservas para vender artesanato na área urbana.

Um ponto de ônibus em situação precária fica em frente da avenida. O banco sob a cobertura da guarita é onde menos o usuário do transporte coletivo usa para sentar. É que a fixação original quebrou e o assento, da forma como está, pode levar alguém ao chão.

As árvores, o gramado e a limpeza do lugar têm as mãos de um cidadão apaixonado por aquela praça. Morador próximo há cerca de 24 anos, o empresário Jurandir Barbosa Santos, 60 anos, casado com dona Maria Moreno, viu aquele pedaço verde surgir.

“Antes de se tornar praça aqui existia uma estrutura do serviço de água e esgoto. Era um elevado, formando um barranco acima do nível da avenida. Depois de desativada a estrutura o terreno foi rebaixado para formar a praça”, conta.

O cuidado com o lugar começou desde que Jurandir mora naquela região. Primeiro foi um vizinho que plantou um pé de Peroba Rosa. Depois ele e a família plantaram mais árvores. Inclusive frutíferas, como o cajá mirim. É uma fruta cheirosa, de cor amarela e parecida com azeitona. As mudas Jurandir trouxe do Mato Grosso.

Mais de duas décadas passadas, a praça é até hoje cuidada com muito carinho por Jurandir. Ele poda as árvores quando necessário e, apesar da limpeza ser feita por empresa terceirizada pelo poder público, às vezes Jurandir, familiares e vizinhos vão catar restos que os ambulantes deixam. “Eles trabalham nos semáforos da BR-369 e sobem no almoço para comer e descansar. Alguns esparramam papelão para deitar e quando retornam ao trabalho deixam tudo. A gente é que cata a sujeira depois”.

Mas Jurandir não tem queixa disso. O que ele pede é uma iluminação adequada para o lugar. A praça é pequena mas sua vegetação é densa. À noite a escuridão preocupa. E até o Jurandir, que está em contato com aquele espaço desde o seu surgimento, não sabe se o lugar tem um nome. Por isso, além da iluminação, ele sugere uma justa identificação e batismo da praça.

A área faz um triângulo fechado pela Avenida Esperança, Rua Alício Francisco Mafre e Rua João Fortunato.

(Reportagem e texto Cris Teixeira, Agência Unopar)

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